Apesar da enorme quantidade de material produzido para a TV ao longo de toda a existência dessa caixa preta que promete retratar a realidade, sempre foi muito difícil para nós, mulheres, nos reconhecermos em personagens importantes nos programas seriados. A mulher sempre esteve presente ali, às vezes era protagonista, mas sempre havia algo nela que impossibilitava esse reconhecimento. Era fácil assistir Charlie’s Angels (1976), com as três panteras retratadas como mulheres fortes que obedeciam aos comandos de um homem; A Feiticeira (1964), onde a mulher precisava esconder seus poderes para agradar ao marido ou até mesmo A Mulher Maravilha (1976), que lutava pela liberdade em um uniforme bem sexualizado. Em épocas passadas nós nos veríamos tranquilamente nessas personagens só que… Peraí! Não não somos nada disso! Nós queremos personagens fortes e séries que retratem mulheres que precisam uma das outras sem rivalidade, que sejam fortes e independentes como Xena (1995) era. Felizmente, o cenário da TV tem mudado e vêm surgindo por aí diversas produções com mulheres que nós, finalmente, nos identificamos. São séries que mostram mulheres em diversas idades e que são capazes de enfrentar os desafios da vida… Sendo mulheres. São os retratos que nós queríamos (e ainda queremos) ver na TV.  São mensagens que nós precisamos ver, ouvir e passar adiante para mostrar que representatividade é importante. Empoderamento, também!

Por isso, nós, mulheres da Equipe Pixel TV separamos algumas séries empoderadoras para você comemorar o mês da mulher com essas personagens incríveis!

my mad fat diary

My Mad Fat Diary

“Você é perfeita e pode ser forte”

Em 2013, nas TV do Reino Unido estreava uma série que serviria de exemplo de empoderamento pra todas as garotas continente afora. My Mad Fat Diary teve 3 temporadas repletas de situações nas quais nós, mulheres, conseguimos nos ver perfeitamente. Os dilemas adolescentes ambientados na década de 1990 são mais sérios do que estamos acostumadas a ver em outras séries teen por aí. A auto-aceitação é o tema principal da série e, durante as 3 temporadas, é possível, rir, chorar e torcer MUITO pela protagonista Rae. E isso só é possível por conta dessa identificação com a personagem e o cenário que nós criamos já desde o primeiro episódio. Doença mental, depressão, suicídio, imagem corporal, feminismo, aborto e sexualidade estão entre os temas tratados sutilmente e com maestria na produção. São temas ambientados há 20 anos e tratados com a importância que devem ter na década em que vivemos – e nas que virão. É o retrato de uma adolescente que passou por muitos dilemas – assim como toda mulher.

sex and the city

Sex And The City

“Dizem que nada dura para sempre. Sonhos mudam, tendências vêm e vão, mas amizade nunca sai de moda”

Podia ter New York como cenário e o amor no contexto, mas Sex And The City era sobre mulheres. Sobre mulheres sendo mulheres e não fantoches da sociedade. Era sobre quebra de tabus. Porque mulheres não podem falar sobre sexo?  Quem disse que todas as mulheres querem uma vida tradicional: casar, ter filhos e serem donas de casa exemplares?  Por outro lado e se ela for romântica e ainda sonhar com casamento perfeito mesmo sendo moderna e vivendo em pleno século XXI, qual o problema? Mulher nenhuma precisa obedecer esse ou aquele esteriótipo.  Algumas mulheres querem mais do que disseram que elas deveriam querem por serem mulheres. E era isso que Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte mostraram. Quatro amigas tão diferentes entre si, complementares e independentes. Indo além das aventuras de quatro mulheres em busca do que as fazia plenas e felizes, a série era sobre personalidade e amizade. Sobre defender seus ideais, conquistar o mundo e ser você, mulher.

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Charmed

“Lembra quando nós fizemos um juramento de sangue para sermos amigas para sempre, não apenas irmãs?”

As irmãs Halliwell surgiram na época em que mulheres protagonistas estavam reconquistando espaço na TV, especialmente depois de sucessos como Buffy, a caça-vampiros e Sabrina, aprendiz de feiticeira. Mas diferente das personagens femininas que protagonizavam histórias de homens nos anos 60 e 70, essa nova geração revelou que mulheres têm histórias próprias e força para lutar suas próprias batalhas. Nesse caso, Prue (Shannen Doherty) (depois substituída por Paige (Rose McGowan)), Piper (Holly Marie Combs) e Phoebe (Alyssa Milano) lutavam contra demônios ao mesmo tempo em que batalhavam para construir a vida que sonharam – nada de desistir de uma coisa por causa da outra. Foi difícil? Foi. Mas o poder das três mostrou como superar os desafios diários, que muitas vezes são mais difíceis que os sobrenaturais. A ligação entre elas, tanto como irmãs como amigas, também foi explorada como algo inquebrável e muito mais forte que as relações estabelecidas com interesses amorosos (que não faltaram na vida das Halliwell).

Ao longo das temporadas, a série ainda trouxe debates e lutas feministas, como espaço da mulher no mercado de trabalho, dificuldades da maternidade e direito de amamentação em público.

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Rizzoli & Isles

“Como vou sobreviver sem a minha melhor amiga?”

Em um espaço dominado por homens, tanto por quantidade quanto por tradição, a detetive Jane Rizzoli (Angie Harmon), da Polícia de Homicídios de Boston, é quem chama atenção no comando das investigações de assassinatos. Sem os traços considerados “femininos”, como maquiagem, roupas da moda e maneiras sutis, ela usa todas as armas que tem, inclusive seus sentimentos e sexto sentido para pegar os caras maus. Do outro lado da investigação, mas sempre ao lado de Jane, está a chefe legista Maura Isles (Sasha Alexander), que, com uma mente sagaz e sem nunca descer do salto (literalmente!), faz a leitura dos corpos e descobre as pistas deixadas pelos assassinos nas vítimas.

As protagonistas de Rizzoli & Isles não podiam ser mais diferentes e, ao mesmo tempo, mais complementares. A série, além de mostrar a determinação de duas mulheres no cumprimento do seu dever, é baseada em um laço de amizade inexplicável, mas real e leal. A química entre as duas é tão grande que vários fãs torcem para que elas se tornem um casal, embora a relação vá muito além disso. Os temas discutidos entre as duas, quando não centrados em crimes, variam de família a crises pessoais, mas muito raramente se relacionam a homens (como não raro acontece na TV e no cinema). Não que não possa ter homens e paixões. Pode e tem. Mas Jane e Maura mostram que o sexo oposto é um pequeno planeta no universo das mulheres.

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Chasing Life

“Não é desistir, se eu já ganhei”

Com 24 anos e lutando para conquistar seu espaço como jornalista, April Carver (Italia Ricci) descobre que tem câncer. Independentemente do apoio que recebe, ela, então, precisa descobrir sozinha onde encontrar forças para travar a batalha contra a doença e continuar vivendo a vida que tinha planejado. Ao longo dos capítulos, April descobre que a força está nela, assim como só ela tem o poder de decidir o que vai fazer a cada etapa do tratamento – e, se for o caso, decidir quando desistir (quando essa hipótese foi colocada em jogo, a série foi cancelada sem mais nem menos, nos tirando a chance de ver o desenrolar da decisão). A força exibida por April, contudo, não exclui nem tira dela o direito de ser frágil e se sentir triste. Tudo isso faz parte de ser alguém, homem ou mulher. Para acompanhar April nessa caminhada, estão sua família, composta pela mãe, irmã e avó, e a melhor amiga, que também ganham o desenrolar de suas próprias histórias.

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How To Get Away With Murder

“Sou quem sou. Se você não gosta, não me importo”

Mesmo em sua dualidade, Annalise Keating sabe o que quer no âmbito pessoal e no profissional. Ela não se limita ao seu “dito tal espaço” só por ser mulher e negra. Em cada episódio de Murder, ela mostra que pode ir mais e além. Uma inspiração, até mesmo quando se encontra em uma completa bagunça emocional.

Essa personagem é multifacetada, como toda mulher. Ela é brutal e sensata. Ela é durona e sensível. Ela é elegante, mas não recusa um pijaminha básico para viver uma bad acompanhada de um pote de sorvete. Não menos importante, ela quebrou os estereótipos com relação a mulheres negras na televisão. Para choro livre, Annalise, além de todas as características que a tornam relacionável, é referência em Direito, é perspicaz, é sexy, é independente. Ela é a representatividade e o protagonismo que a indústria ainda finge não ver.

Keating norteia uma trama regada de reviravoltas alucinantes e não perde o charme. Não cede. Pisa em cima de comentários preconceituosos e dessa ideia de que mulheres negras só podem ser as empregadas domésticas. Não mais. A advogada está aí para botar no lugar quem ainda não entende que lugar de mulher negra é aonde ela quiser.

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Law & Order: SVU

“Só porque uma pessoa não pode admitir ou está em negação sobre seu abuso, não significa que o abuso não aconteceu ou não vai piorar”

Olivia Benson é uma mulher que engatou sua profissão como detetive por ter sido o que a série divulgou em peso lá em fins dos anos 90: o produto de um estupro. Ela é dedicada e sensível, mas é sua empatia com as vítimas e com os resultados de cada investigação que a destaca e a torna uma personagem absurdamente empoderadora.

SVU é uma série que não pode sair indicando por aí devido aos gatilhos, mas é importante que saibam que cada episódio é um retrato da vida real que ainda não mudou uma – de várias – pinceladas: o silenciar das vítimas de abuso. Benson não deixa isso acontecer.

Benson também simboliza protagonismo e representatividade feminina em meio a um gênero sempre esboçado e pensado para os homens. Homens são os Sargentos. Homens são os Tenentes. Homens são os detetives principais. Homens mandam na agência ou no distrito. Isso não acontece em SVU, embora essa personagem tenha começado como uma mera aliada da trama. Da S1 até a S17, Olivia só cresceu e ainda tem muito o que dizer sobre o tema. Aqui, temos uma personagem que deixa a sede de fazer alguma coisa, de entrar em ação como vítimas ou não de um abuso.

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Orphan Black

“Minha biologia, minha decisão”

Uma atriz para várias facetas. Orphan Black traz personagens tratadas como experimentos, informação que estabeleceu a personalidade de cada uma delas: Sarah a justiceira, Helena a arma letal, Alison a apaziguadora, Cosima a investigadora e Rachel a oprimida. Todas diferentes, mas com o mesmo desejo: ser livres. Todas clamam pela liberdade de seus corpos que estão nas mãos de uma empresa com vários braços, essencialmente de homens, que querem controlá-las para um bem que não é maior. Nenhuma delas foi moldada para ser uma super-heroína, mas um pretexto para uma conclusão ainda inconclusiva. E ainda sim são super-heroínas de suas histórias.

Mesmo semelhantes em rosto, cada uma tem sua lição de empoderamento. Sarah a mãe solteira que não arreda uma boa luta. Alison a chefe da família que não aceita ser diminuída e nem ter suas capacidades duvidadas. Cosima que não é definida pela sua opção sexual, mas pelo seu amplo conhecimento em genética. Helena que foi explorada, mas reencontrou dentro de si a sua humanidade e, de quebra, sua inclinação materna. E Rachel que, mesmo sendo pintada de vilã, é a solitária que acabou sendo tão vítima do sistema quanto às outras irmãs.

Um grupo de clones que possui o mesmo objetivo do feminismo: a liberdade da mulher. E há lição de sororidade: todas são uma só. Todas são irmãs.

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Supergirl

“A cada passo eu precisei lutar, trabalhar duro e sair na frente”

Dizem que ser feminista está na moda, e que o #girlpower é coisa do momento. Quem diz isso ignora décadas de lutas por igualdade de gênero, e não vê como resultado dessa luta as demonstrações de que a mulher, pode sim, ser tão heroína quanto o homem. Ou o super-homem. Esse é o recado da série Supergirl, que visa conquistar a audiência de jovens mulheres que sabem qual é o seu lugar no mundo. E a CBS sabe disso. Basta dar uma olhada nas personagens para notar que Kara, Alex, Cat e Lucy são as vozes do seriado! Além disso, apesar das rivalidades, é claro o sentimento de sororidade entre elas. Outra insinuação sútil sobre a luta feminista é o fato de que Kara, mesmo dotada dos mesmos poderes do seu primo Clark, foi encorajada a não manifestá-los “para seu próprio bem”. Apenas agora ela pode ser a heroína que merece ser. A história também mostra os dilemas morais do poder, que nunca deve ser mais importante do que sua missão em ajudar os outros. Supergirl é a série que todo mundo deveria ver no momento.

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Jessica Jones

“Eu digo apenas o que eu quero”

Sem dúvida, a não-heroína (já que ela não se sente uma) que mais chamou atenção recentemente foi Jessica Jones (Krysten Ritter). Mesmo com super força e capacidade de pular de grandes alturas, o principal poder da protagonista da série da Netflix é a superação. Alvo de um psicopata que controla mentes e abusa dela sexual e psicologicamente, Jessica – não sem dificuldades – luta para conseguir superar o abuso, a mágoa e o medo, para seguir em frente e, principalmente, derrotar seu algoz. A sequência de barreiras impostas pela situação faz com que ela muitas vezes queira apenas se esconder (não sem razão!) e ignorar as consequências ao seu redor.

Quem garante que Jessica enfrente seus medos e não desista é sua melhor amiga, Trish Walker (Rachael Taylor), que, mesmo sem poderes, também atua como heroína – deixando para trás uma mãe abusiva e problemas alimentares, e lutando ao lado da amiga tanto nas batalhas contra inimigos quanto nas travadas pela mente. Ainda tem a advogada Jeri Hogarth (Carrie-Anne Moss) ora ajudando, ora atrapalhando a mocinha, enquanto enfrenta seus próprios dilemas entre o fim do casamento e a nova namorada. Jessica Jones, a série, humaniza os personagens, principalmente as femininas, e mostra como são as oportunidades que fazem os heróis, não os poderes.

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2 Broke Girls

“Nós somos uma equipe. Já passamos por muitas coisas juntas”

“Se a vida te der limões, peça tequila e sal”. O ditado alterado (já que o original é muito certinho para essas meninas) parece ser o lema da vida de Caroline Channing (Beth Behrs) e Max Black (Kat Dennings), ao provar que podem superar todas as dificuldades da vida, especialmente financeiras, desde que permaneçam juntas. Unindo a sagacidade e habilidades culinárias de Max com os conhecimentos financeiros e empreendedores de Caroline, elas resolvem começar um negócio próprio de cupcakes enquanto trabalham numa lanchonete. Dessa forma, elas passam horas e mais horas trabalhando e inventando jeitos de ganhar dinheiro, sem nunca desistir – mesmo quebrando a cara over and over again. No meio disso, elas ainda usam as enormes diferenças entre elas, de origem e personalidade, que as poderiam separar, para ficar mais unidas. O empoderamento ensinado por 2 Broke Girls está na lição que é possível ser feliz mesmo nas dificuldades, especialmente se você tiver alguém sempre ao seu lado.

Laura

The Mysteries of Laura

“Esse será um mês glorioso!”

A série da NBC aborda um tema recorrente na vida das mulheres: a busca pelo equilíbrio. Laura Diamond (Debra Messing) é uma das principais detetives da Polícia de Nova York, mas também é mãe – de gêmeos. Enquanto resolve crimes e caça bandidos, ela precisa checar se os filhos estão bem e encaixar aquela apresentação na escola. A vida amorosa da personagem também entra nesse mix: seu chef e companheiro de trabalho é também seu ex-marido, que tenta a reconquistar, e ainda tem o namorado – o homem perfeito. Mas será ele realmente o que ela procura?

Dessa forma, a série quebra inúmeros clichês falsos sobre o sexo feminino, principalmente afastando a ideia de perfeição. Laura não mantém a casa organizada, não consegue comparecer a todos os compromissos com os filhos, não anda sempre maquiada e de salto, não é calma e centrada. Mas ela é sim uma mãe preocupada, uma amiga leal e uma profissional competente. Ela é uma confusão interna e externa, mas que sempre dá seu máximo em casa coisa que faz e prova que não é preciso abrir mão de uma parte da vida para ter sucesso em outras.

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Buffy – A Caça Vampiros

“Que Deus me perdoe se eu transpiro confiança e gosto de sexo”

O sarcasmo dava ao seriado um tom mais leve do que a sua temática permitia, e escondido em uma série de ficção-mistério-e-fantasia estava uma das primeiras produções de TV, com um toque de empoderamento feminino. Talvez não fosse tão óbvio quando se gostaria, mas na época, a TV precisava de uma heroína como a personagem da Sarah Michelle Gellar. A Escolhida, era na verdade uma adolescente mimada, que descobriu que tinha um poder incrível. Ela poderia assim liderar um time contra as perversidades do mal. Além disso, o público pode acompanhar o seu crescimento, a sua busca por respostas e encorajamento sobre tudo aquilo que ela não acreditava ser capaz de ser, e foi. Além dela, outras personagens da série como Faith, Willow, Tara, Cordelia e Dawn mostravam os diferentes dilemas que muitas adolescentes enfrentam no dia a dia, como o abuso psicológico, a descoberta da sexualidade, a negligência das instituições, entre muitos outros temas pioneiros, que foram abordados em Buffy- A Caça Vampiros. A série abriu caminhos para que a TV pudesse oferecer, cada vez mais, histórias nas quais as mulheres não eram apenas protagonistas, mas eram a própria história. Valeu, Joss Whedon!

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Gilmore Girls

“Eu não quero ser aquele tipo de garota. Do tipo de garota que o mundo desmorona só porque você não tem um namorado”

Quando Rory quis ir para Yale, milhares de meninas também queriam ir para Yale. Quando Rory surtava por sua paixão por livros, milhares de meninas descobriam-se cada vez mais no mundo da literatura. Quando Rory rejeitou o pedido de casamento de Logan, milhares de jovens mulheres percebiam que o amor faz parte, mas não é o fim de tudo. Então sim, Rory Gilmore é um excelente modelo de vida, e graças à série, aos personagens, e a escrita inebriante de Amy Sherman-Palladino e sua trupe, foi possível mostrar que o poder feminino não está apenas em um mundo de fantasias. Essa adolescente comum, com defeitos, dúvidas e capaz de erros, foi a heroína que muitas meninas precisavam no momento. Contra toda a padronização de sucesso que é visto por aí, Rory Gilmore não era a mais bonita, a mais gostosa, ela era sim, a melhor pessoa que ela poderia ser. Assim como todas nós.

Lembrou de mais alguma série empoderadora? Conta pra gente nos comentários!

 

Colaboração de Amanda Piolli, Stefs Lima, Maísa França, Maria Clara Lima e Mirele Ribeiro. 

 

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