Antes de assistir The Gifted decide não criar expectativa nenhuma. Esperava um mais do mesmo, nada com muito investimento e, possivelmente, uma série que eu iria abandonar por tédio ou por irritação. Bem, talvez, a verdade é que não foi bem “expectativa  nenhuma” e sim um belo “pé atrás”.

Mas há razão de ser: trauma. Já estou calejada de reclamar das adaptações que o universo mutante sofre quando passa dos quadrinhos para as telonas e afins. Toda vez tenho que me esforçar para encontrar traços de semelhanças enquanto vejo cronologias distorcidas e personagens esvaziados.

Nos últimos anos, tive que aprender a me contentar com Logan e nem gosto do personagem, mas pelo menos tem algo mais lá que nos outros filmes da franquia. Tudo bem, sabemos das questões mercadológicas, que se tem que agradar novos públicos e que adaptações não precisam mesmo ser fiéis são só inspiradas, ok. Mas chega uma hora que você cansa de sair do cinema tendo que dizer para seus amigos “na história mesmo, não foi bem assim”. Aí, diante de meu contexto evitei assistir Legion e por pouco nem vi The Gifted. Ainda bem que vi.

 

A série me trouxe de volta o verdadeiro espirito dos X-Men. E nenhum dos originais X-Men precisou aparecer na série para isso. Há uma essência muito forte, uma atmosfera de quadrinho mesmo. Há várias referências também como Magneto (ainda que o nome nem tenha sido pronunciado), Clube do Inferno, Irmandade, Purificadores etc. E, sem dúvida, está presente o principal dilema dos mutantes: sobreviver se sobrepondo ou buscar a paz com uma humanidade que parece não desejar o mesmo e se arriscar à extinção.

  

Essa premissa pode ser extremamente batida. No entanto, em dias como esses nos quais presidentes insistem em construir muros para separar as pessoas e se fala tanto em meritocracia; com retorno de manifestações em prol de ideais fascistas, com tantos vis homens se valendo do nome de Deus para encher as pessoas de ódio ao próximo, com tanta intolerância… É mais do que necessário falar sobre direitos, respeito às diferenças e esperança em dias melhores. Por isso, se você não é fã de X-Men e não conhece o universo dos quadrinhos, não se preocupe, há muito mais na série para acompanhar e vai valer a pena.

The Gifted teve uma temporada curta, foram apenas 13 episódios. O suficiente para prender a atenção e deixar um gostinho de quero mais. A série engrena e da metade para frente da temporada não é possível mais não querer saber o que irá acontecer depois.

Tudo começa com os irmãos Strucker, Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy (Percy Hynes-White) manifestando seus poderes e sendo caçados pelo programa Sentinela. Para proteger os filhos, o promotor Reed (Stephen Moyer) e a mãezona Kate (Amy Acker) largam tudo para trás e fogem. A família Strucker acaba se refugiando na Resistência Mutante ao lado de outros tantos caçados pelo governo por terem o gene X e consequentemente poderes.

A Resistência é liderada por Lorna Dane, a Polaris (Emma Dumont), por John, o Pássaro Trovejante (Blair Redford) e por Marcos, o Eclipse (Sean Teale). Lá eles abrigam mutantes como Clarice, também conhecida como Blink (Jamie Chung) e, os recém chegados Strucker.

Enquanto Lorna tenta treinar os novatos, Kate se esforça para ensinar coisas de uma vida normal às crianças e adolescentes do abrigo. Do lado de fora, o Dr. Campbell realiza experiências com mutantes capturados pelo programa Sentinela.

A história sofre uma guinada com o aparecimento das irmãs Frost/Stepford também conhecidas como as Cuckoo (Skyler Samuels) que causam uma cisão dentro da Resistência Mutante. Alias, tenho que registrar o quanto as personagens das telepatas chegaram forte na série e trouxeram consigo mais uma dúzia de referências, sendo muito gostoso acompanhá-las!

Para a próxima temporada (sim, a série está renovada!) várias perguntas esperam por respostas: Como os humanos irão se posicionar depois das ações de Polaris? Lorna descobrirá sobre seu pai? Sua gravidez está influenciando seus poderes e quanto a sua bipolaridade? Com os grupos divididos, quem cederá primeiro: Lorna ou Marcos? Andy e Lauren seguirão pelo mesmo caminho de seus antepassados, os Fenris? John conseguiu esquecer Sonya e se abrirá para um relacionamento real com Clarice? Campbell está mesmo morto? Agora que se demitiu, Agente Turner deixará de lado sua vingança contra os mutantes ou procurará outros recursos? Quais novos personagens poderemos encontrar com a ascensão do Clube do Inferno?

De tudo, a FOX já deixa uma resposta com o teaser da 2ª temporada: a Resistência Mutante se reenguerá.

Enquanto esperamos pela próxima temporada, vou ali acompanhar o retorno de minha querida Jean Grey nos quadrinhos. Até breve!

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Antes de assistir The Gifted decide não criar expectativa nenhuma. Esperava um mais do mesmo, nada com muito investimento e, possivelmente, uma série que eu iria abandonar por tédio ou por irritação. Bem, talvez, a verdade é que não foi bem "expectativa  nenhuma" e sim um belo "pé atrás". Mas há razão de ser: trauma. Já estou calejada de reclamar das adaptações que o universo mutante sofre quando passa dos quadrinhos para as telonas e afins. Toda vez tenho que me esforçar para encontrar traços de semelhanças enquanto vejo cronologias distorcidas e personagens esvaziados. Nos últimos anos, tive que aprender a me contentar com Logan e nem gosto do personagem, mas pelo menos tem algo mais lá que nos outros filmes da franquia. Tudo bem, sabemos das questões mercadológicas, que se tem que agradar novos públicos e que adaptações não precisam mesmo ser fiéis são só inspiradas, ok. Mas chega uma hora que você cansa de sair do cinema tendo que dizer para seus amigos "na história mesmo, não foi bem assim". Aí, diante de meu contexto evitei assistir Legion e por pouco nem vi The Gifted. Ainda bem que vi.   A série me trouxe de volta o verdadeiro espirito dos X-Men. E nenhum dos originais X-Men precisou aparecer na série para isso. Há uma essência muito forte, uma atmosfera de quadrinho mesmo. Há várias referências também como Magneto (ainda que o nome nem tenha sido pronunciado), Clube do Inferno, Irmandade, Purificadores etc. E, sem dúvida, está presente o principal dilema dos mutantes: sobreviver se sobrepondo ou buscar a paz com uma humanidade que parece não desejar o mesmo e se arriscar à extinção.    Essa premissa pode ser extremamente batida. No entanto, em dias como esses nos quais presidentes insistem em construir muros para separar as pessoas e se fala tanto em meritocracia; com retorno de manifestações em prol de ideais fascistas, com tantos vis homens se valendo do nome de Deus para encher as pessoas de ódio ao próximo, com tanta intolerância... É mais do que necessário falar sobre direitos, respeito às diferenças e esperança em dias melhores. Por isso, se você não é fã de X-Men e não conhece o universo dos quadrinhos, não se preocupe, há muito mais na série para acompanhar e vai valer a pena. The Gifted teve uma temporada curta, foram apenas 13 episódios. O suficiente para prender a atenção e deixar um gostinho de quero mais. A série engrena e da metade para frente da temporada não é possível mais não querer saber o que irá acontecer depois. Tudo começa com os irmãos Strucker, Lauren (Natalie Alyn Lind) e Andy (Percy Hynes-White) manifestando seus poderes e sendo caçados pelo programa Sentinela. Para proteger os filhos, o promotor Reed (Stephen Moyer) e a mãezona Kate (Amy Acker) largam tudo para trás e fogem. A família Strucker acaba se refugiando na Resistência Mutante ao lado de outros tantos caçados pelo governo por terem o gene X e consequentemente poderes. A Resistência é liderada por Lorna Dane, a Polaris (Emma Dumont), por John, o Pássaro Trovejante (Blair Redford) e por Marcos, o Eclipse (Sean Teale). Lá eles abrigam mutantes como Clarice, também conhecida como…

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Roteiro
Elenco
Direção

Cheia de referências, a série mescla personagens novos com nomes já conhecidos dos quadrinhos e traz atmosfera dos X-Men para as telinhas.

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